sábado, 13 de julho de 2013

Linguagem Poética... Saudade


Saudade

Saudade é um lamento
de quem foi feliz um dia,
mas que apenas se iludiu
com sua própria alegria.

Longe de ti caminhei
perto de ti sempre estive...
o que senti só eu sei
pois só lembranças eu tive

Se teu doce envolvimento
fez feliz uma alma querida
saudade é contentamento
que se sente toda a vida

Saudades leva-as o vento
quando não queremos sofrer...
hoje aproveito o momento
o meu conceito é VIVER!

Marina dos Santos

terça-feira, 2 de julho de 2013

Linguagem Poética... Teia

A Teia

O céu era negro, a terra era árida,
água não havia, nada germinava...
Em melancolia me quis fechar
e na terra fria me vi a tombar.

Criei uma teia, vivi num casulo,
foi a protecção dos males do mundo.
Passei a expor só os pensamentos,
nem sentia o corpo, este mal se via...

A teia cresceu mas eu nunca parei
ao longo da vida o que fiz mostrei:
pinturas sem conta, sempre transparentes
emoções vividas, ternas, muito quentes.

Criei muitos laços, projectos sem fim,
com mais sonhadores com quem sempre vivi.
Pintura e Gravura são sonhos erguidos
e vezes sem conta neles te encontrei.

Minha antiga teia acabei por rasgar,
se o Mundo se oferece quero aproveitar...
O céu está claro, curiosos, pela mata iremos...
e assim amanhã muitas árvores pintadas teremos!

Marina dos Santos

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Linguagem poética... Doce Olhar

Doce olhar

Encosto-me à cortina e olho a rua
observo o que imagino ser real...
Voltas de novo à casa que foi tua
mas onde nada agora está igual.

Encosto-me mais um pouco
e logo sinto o teu aroma, o teu calor...
Da garganta sai-me um grito rouco
vejo brilho nos teus olhos, meu amor.

Encosto-me agora mais ainda
e apesar de saber que já não vens,
vejo-te lá longe, estás tão linda,
também é meu o doce olhar que tens.

Continuas sempre meiga, querida Mãe!
Passaram tantos anos, por favor, vem, vem...vem.

Marina dos Santos