sábado, 7 de dezembro de 2013

Convite Artever


A Direcção do Artever, Grupo de Artes Plásticas da Amadora e os autores convidam V. Ex.ª para estar presente na inauguração da exposição colectiva

 Pequeno Formato
que terá lugar na Galeria Espaço Artever dia 13 de Dezembro 2013 pelas 18:30 horas

A exposição estará patente até 21 de Dezembro de 2013, de segunda e sexta das 15:00 às 19:00
Local Rua Padre António Vieira Loja 22 B, Amadora. Telefone: 214741173 
email: artever.ever@gmail.com
http://artever.blogspot.com/

sábado, 24 de agosto de 2013

Linguagem poética - No tempo em que os balões tocavam as estrelas


No Tempo em que os Balões tocavam as Estrelas

Naquele tempo passava horas a olhar estrelas...
Imaginava o que seria um dia lá chegar.
Lembro-me que os dois íamos vê-las
Para encontrar o que estava lá no ar.

Então mostravas-me como se relacionavam
No espaço parecia que estavam a dançar
Traçavam linhas imaginárias que piscavam
E enchiam de brilho o nosso olhar.

Contigo aprendi um pouco mais em cada dia
E de noite lá íamos olhar aquele céu estrelado
Eram as constelações que agora eu conhecia
E que sempre curiosa observava a teu lado.

Um dia ao chegares trouxeste-me um balão
Era delicioso esse brinquedo para mim
Sem querer deixei de o sentir na minha mão
E vi-o afastar-se no espaço sem ter fim...

Disseste-me para observar apenas e não chorar
Porque na vida havia um tempo de partir
Mas não queria nisso acreditar
Porque eu só me queria divertir

Nos dias mais frios nem sequer saíamos
Escutava o que no teu violino me tocavas
Lias-me os teus poemas mais românticos
Ouviamos os tangos que adoravas.

As nossas vidas passavam devagarinho
Saboreando o que ainda nos restava delas
Hoje para bem longe já ficou, Paizinho,
O tempo em que os balões tocavam as estrelas.

Partiste como o balão que se afastou no céu...

2013-08-24
Marina dos santos

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Linguagem Poética - Caminho de Água


Caminho de Água


Há muito que não sentia o rio
Há muito que não observava aquela ave...
Revê agora o caminho tão macio,
Que serpenteia, mas que permanece tão suave.

Calmamente caminha pelo rio acima,
Sem se preocupar com o leito que o acolhe,
Pois macio é aquele sorriso que o anima
E suave é o futuro que hoje escolhe.

Tranquilo escolhe o caminho a seguir,
Mas as águas não param de cantar,
Chamam como que a pedir
Para nele se banhar e mergulhar.

Mergulha no caminho que seguiu
Pára junto de quem o compreende
Pediu o que agora conseguiu
E a sorte finalmente o surpreende!

Por fim deitou-se sobre o manto verde
E olhando o céu azul sentiu imensa paz
Pois hoje sabe que não se perde
Aquilo que se vive e o que se faz

2013-08-20
Marina dos Santos


sábado, 13 de julho de 2013

Linguagem Poética... Saudade


Saudade

Saudade é um lamento
de quem foi feliz um dia,
mas que apenas se iludiu
com sua própria alegria.

Longe de ti caminhei
perto de ti sempre estive...
o que senti só eu sei
pois só lembranças eu tive

Se teu doce envolvimento
fez feliz uma alma querida
saudade é contentamento
que se sente toda a vida

Saudades leva-as o vento
quando não queremos sofrer...
hoje aproveito o momento
o meu conceito é VIVER!

Marina dos Santos

terça-feira, 2 de julho de 2013

Linguagem Poética... Teia

A Teia

O céu era negro, a terra era árida,
água não havia, nada germinava...
Em melancolia me quis fechar
e na terra fria me vi a tombar.

Criei uma teia, vivi num casulo,
foi a protecção dos males do mundo.
Passei a expor só os pensamentos,
nem sentia o corpo, este mal se via...

A teia cresceu mas eu nunca parei
ao longo da vida o que fiz mostrei:
pinturas sem conta, sempre transparentes
emoções vividas, ternas, muito quentes.

Criei muitos laços, projectos sem fim,
com mais sonhadores com quem sempre vivi.
Pintura e Gravura são sonhos erguidos
e vezes sem conta neles te encontrei.

Minha antiga teia acabei por rasgar,
se o Mundo se oferece quero aproveitar...
O céu está claro, curiosos, pela mata iremos...
e assim amanhã muitas árvores pintadas teremos!

Marina dos Santos

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Linguagem poética... Doce Olhar

Doce olhar

Encosto-me à cortina e olho a rua
observo o que imagino ser real...
Voltas de novo à casa que foi tua
mas onde nada agora está igual.

Encosto-me mais um pouco
e logo sinto o teu aroma, o teu calor...
Da garganta sai-me um grito rouco
vejo brilho nos teus olhos, meu amor.

Encosto-me agora mais ainda
e apesar de saber que já não vens,
vejo-te lá longe, estás tão linda,
também é meu o doce olhar que tens.

Continuas sempre meiga, querida Mãe!
Passaram tantos anos, por favor, vem, vem...vem.

Marina dos Santos