terça-feira, 20 de agosto de 2013
Linguagem Poética - Caminho de Água
Caminho de Água
Há muito que não sentia o rio
Há muito que não observava aquela ave...
Revê agora o caminho tão macio,
Que serpenteia, mas que permanece tão suave.
Calmamente caminha pelo rio acima,
Sem se preocupar com o leito que o acolhe,
Pois macio é aquele sorriso que o anima
E suave é o futuro que hoje escolhe.
Tranquilo escolhe o caminho a seguir,
Mas as águas não param de cantar,
Chamam como que a pedir
Para nele se banhar e mergulhar.
Mergulha no caminho que seguiu
Pára junto de quem o compreende
Pediu o que agora conseguiu
E a sorte finalmente o surpreende!
Por fim deitou-se sobre o manto verde
E olhando o céu azul sentiu imensa paz
Pois hoje sabe que não se perde
Aquilo que se vive e o que se faz
2013-08-20
Marina dos Santos
sábado, 13 de julho de 2013
Linguagem Poética... Saudade
Saudade é um lamento
de quem foi feliz um dia,
mas que apenas se iludiu
com sua própria alegria.
Longe de ti caminhei
perto de ti sempre estive...
o que senti só eu sei
pois só lembranças eu tive
Se teu doce envolvimento
fez feliz uma alma querida
saudade é contentamento
que se sente toda a vida
Saudades leva-as o vento
quando não queremos sofrer...
hoje aproveito o momento
o meu conceito é VIVER!
Marina dos Santos
terça-feira, 2 de julho de 2013
Linguagem Poética... Teia
A Teia
O céu era negro, a terra era árida,
água não havia, nada germinava...
Em melancolia me quis fechar
e na terra fria me vi a tombar.
Criei uma teia, vivi num casulo,
foi a protecção dos males do mundo.
Passei a expor só os pensamentos,
nem sentia o corpo, este mal se via...
A teia cresceu mas eu nunca parei
ao longo da vida o que fiz mostrei:
pinturas sem conta, sempre transparentes
emoções vividas, ternas, muito quentes.
Criei muitos laços, projectos sem fim,
com mais sonhadores com quem sempre vivi.
Pintura e Gravura são sonhos erguidos
e vezes sem conta neles te encontrei.
Minha antiga teia acabei por rasgar,
se o Mundo se oferece quero aproveitar...
O céu está claro, curiosos, pela mata iremos...
e assim amanhã muitas árvores pintadas teremos!
O céu era negro, a terra era árida,
água não havia, nada germinava...
Em melancolia me quis fechar
e na terra fria me vi a tombar.
Criei uma teia, vivi num casulo,
foi a protecção dos males do mundo.
Passei a expor só os pensamentos,
nem sentia o corpo, este mal se via...
A teia cresceu mas eu nunca parei
ao longo da vida o que fiz mostrei:
pinturas sem conta, sempre transparentes
emoções vividas, ternas, muito quentes.
Criei muitos laços, projectos sem fim,
com mais sonhadores com quem sempre vivi.
Pintura e Gravura são sonhos erguidos
e vezes sem conta neles te encontrei.
Minha antiga teia acabei por rasgar,
se o Mundo se oferece quero aproveitar...
O céu está claro, curiosos, pela mata iremos...
e assim amanhã muitas árvores pintadas teremos!
Marina dos Santos
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Linguagem poética... Doce Olhar
Doce olhar
Encosto-me à cortina e olho a rua
observo o que imagino ser real...
Voltas de novo à casa que foi tua
mas onde nada agora está igual.
Encosto-me mais um pouco
e logo sinto o teu aroma, o teu calor...
Da garganta sai-me um grito rouco
vejo brilho nos teus olhos, meu amor.
Encosto-me agora mais ainda
e apesar de saber que já não vens,
vejo-te lá longe, estás tão linda,
também é meu o doce olhar que tens.
Continuas sempre meiga, querida Mãe!
Passaram tantos anos, por favor, vem, vem...vem.
Marina dos Santos
Encosto-me à cortina e olho a rua
observo o que imagino ser real...
Voltas de novo à casa que foi tua
mas onde nada agora está igual.
Encosto-me mais um pouco
e logo sinto o teu aroma, o teu calor...
Da garganta sai-me um grito rouco
vejo brilho nos teus olhos, meu amor.
Encosto-me agora mais ainda
e apesar de saber que já não vens,
vejo-te lá longe, estás tão linda,
também é meu o doce olhar que tens.
Continuas sempre meiga, querida Mãe!
Passaram tantos anos, por favor, vem, vem...vem.
Marina dos Santos
domingo, 30 de junho de 2013
Linguagem Poética... Envolvidos
Envolvidos
Envolvidos sonhamos caminhadas
Em terrenos sabiamente percorridos
São apenas brumas palmilhadas
A sublimar as dúvidas dos sentidos
Envolvidos ganhamos confiança
Imaginamos novos dias produtivos
Em nós não termina a esperança
E somamos muitos dias criativos.
Envolvidos seremos sempre fortes
No sul encontraremos mares amenos
Com ternura criaremos nortes
Alicerces para dias mais serenos
Marina dos Santos
Linguagem Poética... Suavemente
.
Suavemente...
A pouco e pouco derramo seiva, mel, âmbar.
Dos gestos lentos alastram cores de luz.
Com energia registo movimentos
contrastes de textura e contra-luz.
Suavemente estou a terminar...
Observo e revejo-me no que faço
acalmo assim a enorme inquietação
na dor contida no mais pequeno traço.
Marina dos Santos
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